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Voltará o Eurofighter Typhoon a se candidatar ao grande programa de caças da Índia?

(defensa.com) O novo atraso na assinatura do contrato entre a Dassault, ganhadora da licitação para fornecer 126 caças Rafale e as autoridades da índia, e as autoridades indianas adiadas para agora até o início do novo ano fiscal indiano (a partir de 31 de Março), deu asas para a imprensa da China, apontando para o retorno a cena do Eurofighter se as negociações entre o Governo e a empresa francesa continuam a deteriorar-se.

A candidatura do Eurofighter Typhoon para optar por retornar à licitação de 126 aviões de combate para a Força Aérea Indiana (IAF) pode ganhar força novamente.

As principais causas que fazem pensar nesta possibilidade, em sua maioria referem-se a discrepâncias econômicas. Neste momento, e de acordo com fontes do jornal The Times of India, o custo do programa aumentou substancialmente a 15.000 ou 18.000 milhões de dólares, o que, segundo a imprensa do país, pode explicar a cessação da assinatura do contrato. A decisão, finalmente, vai ser tomada pelo governo, no momento quase da sua saída, após as eleições de maio.

Essas mesmas fontes explicam que, segundo o ministro da Defesa, a Índia já gastou 92% do seu orçamento de defesa total, de modo que a assinatura para contrair um compromisso ainda neste ano fiscal não é viável, e menos com o orçamento. Tudo isso significa que o preço de cada aeronave teria aumentado de 30 a 120 milhões, principalmente devido à desvalorização da rupia em relação ao dólar e da inflação acumulada deste ano, o que torna impossível adquirir as aeronaves para Nova Deli. (Aqui é onde entra em disputa o Eurofighter Typhoon, que a pesar de ter sido eliminado em detrimento do Rafale na fase final do MMRCA (Medium Multi-Role Combat Aircraft)), o preço fornecido pela aeronave, cerca de 85 milhões, seria o principal argumento para nova consideração.

Mas, além disso, a Força Aérea e a estatal HAL (Hindustan Aeronautics Ltd), com interesses diferentes, pressionam ao Ministério de Defesa. No primeiro caso a Indian Air Force (IAF) quer ter disponíveis quanto antes às primeiras aeronaves para fortalecer as suas capacidades, enquanto a Hal pretende obter uma rápida e maior transferência tecnológica por parte da Dassault a indústria local no processo produtivo (sabendo que as primeiras 18 unidades devem ser fabricadas na França e o resto na Índia), tema que ainda dista de estar claro por parte da empresa aeronáutica francesa.

Este otimismo já chegou ao Reino Unido, onde a imprensa faz coro com as grandes redes jornalísticas, garantindo que o Eurofighter poderia voltar para a fase das negociações se o acordo final entre Dassault e Nova Deli continuasse bloqueado.

Segundo o site Dailybhaskar, Adam Thomas, porta-voz de Defesa e Segurança no Reino Unido, explicou no Singapore Airshow que "Se a oportunidade se apresenta, o grupo poderia oferecer à Índia uma solução muito rentável." Ao mesmo tempo, o funcionário britânico deixou claro que desde o seu país sempre a escolha será respeitada, mas tudo será negociado "se a Índia pedir." O Financial Time relata que na BAE Systems está tudo pronto para voltar ao palco das negociações no caso das relações entre Nova Deli e Dassault entrarem em queda livre. (J.Martínez)


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