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Suécia está disposta a apoiar em solitário o desenvolvimento do Gripen-E

No acordo de 2012 com a Saab, estava estipulado pelo Ministério da Defesa que este se reservava o direito de rescindir o financiamento, caso um parceiro internacional não fosse encontrado para dividir os custos e desenvolver mercados de exportação para o caça. Em tal contexto, as esperanças de encontrar um parceiro internacional para o programa estavam na Suíça, mas esse caminho foi bloqueado em 18 de maio, quando 53,4% dos eleitores de um referendo rejeitaram o plano do Governo Suíço de adquirir 22 caças Gripen E por 3,5 bilhões de dólares, perdendo a Saab, o desejado parceiro internacional nessa campanha.

Agora, o governo sueco anunciou que estaria disposto a financiar o projeto em solitário, desde que seja encontrado um esquema exportador com um novo sócio, renunciando a cláusula do acordo anterior, pois considera o programa muito importante para, simplesmente, deixá-lo cair. Se continuarem as dúvidas respeito ao parceiro estrangeiro, o programa Gripen E passa a ser decidido no Congresso.

Suécia atualmente está re avaliando os seus programas de defesa e a importância dos orçamentos destinados a segurar as suas capacidades, desde que a Rússia aumentou a sua presença nesta área, e, especialmente desde a crise ucraniana. O governo sueco assinou em fevereiro do ano passado, a compra de 60 aeronaves de combate Gripen E para a Força Aérea, cifra que poderia chegar aos 80 exemplares, caso os novos orçamentos de defesa fossem confirmados.

No momento, aguarda-se que seja formalizado o acordo industrial com Brasil em dezembro, depois de que o Gripen E fosse escolhido como novo vetor de combate da Força Aérea Brasileira, que vai incorporar 36 aeronaves. Este acordo contempla todo o ciclo de vida do Gripen E, incluindo o desenho, a manutenção e a abertura de uma linha de montagem em São Paulo. (JNG)


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