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Segundo Airbus, poderia ser transferida a França a sua produção de helicópteros, se a Alemanha continua bloqueando as exportações

(defensa.com) O CEO da Airbus, Tom Enders disse, na terça-feira, enquanto participava de uma conferência sobre a política de segurança em Berlim que a Airbus está considerando mudar a sua produção de helicópteros da Alemanha para a França depois de que o governo alemão bloqueou a venda de 14 helicópteros Super Puma a Uzbequistão. Esta seria uma medida para proteger o desenvolvimento e produção de helicópteros atualmente fabricados na Alemanha, França e Espanha contra as medidas tomadas pelo governo alemão.

Alemanha bloqueou a venda de 14 helicópteros Super Puma que são principalmente fabricados em instalações da Airbus Helicopters na França porque estes dotam com subcomponentes do sistema eletro-óptico fabricados na Alemanha, atitude que Enders chegou a descrever como "grotesca" e uma "provocação".

Desde que chegou ao poder em 2013, o governo de coalizão de democratas-cristãos e social-democratas estão a tomar uma série de restrições que prejudicam significativamente a indústria de defesa alemã, isolando a mesma do resto do setor na Europa. Estaria se dando uma situação de confronto entre a indústria da defesa e o governo que exige mais diálogo. De acordo com o SIPRI, a Alemanha ocupou a terceira posição nas exportações de equipamento militar ao longo dos últimos cinco anos (10% do total entre 2009 e 2014 e de 7% entre 2004 e 2008). Hoje, as exportações alemãs da indústria de defesa representam aproximadamente 70% da produção.

Esta não foi a primeira vez que Enders faz críticas a medidas do governo alemão; uma situação semelhante, mas não tão grave ocorreu em junho deste ano, quando Enders reagiu ao anúncio novas medidas restritivas por parte do Ministério da Economia que afetam as exportações alemãs. Então Enders disse durante o evento ILA, em Berlim, que isso teria conseqüências. Airbus Defence and Space já está reduzindo a sua nomina na Alemanha, mas poderia eventualmente considerar o fechamento de fábricas e transferir a produção ao exterior. O setor também alertou que as exportações permitem que os programas de investigação social e de desenvolvimento, dos que logo, a Alemanha e seus aliados se beneficiam. (JNG)


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