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França mantêm esperanças na exportação do Rafale.

Com a quase certa redução de caças adicionais Rafale a adquirir pela Francesa DGA (Direction Générale de l'Armement) para a Força Aérea Francesa e Marinha Francesa já que o mais recente Livro Branco sobre Defesa e Segurança Nacional refere 225 como número de caças Rafale, Mirage 2000-5 e Mirage 2000D que no futuro constituirá o parque Francês e o muito provável novo escalonamento da entrega das unidades já contratadas, as autoridades Francesas e o fabricante Dassault Aviation e os seus principais parceiros industriais Safran e Thales viram-se ativamente para o exterior com a perspetiva de garantir o funcionamento a longo prazo da linha de produção do caça.

Presentemente são mantidas conversões com o Brasil, Emirados Árabes Unidos (EAU), Malásia e Qatar, países onde decorrem programas para a aquisição de aeronaves de combate. A India foi até à presente data o único país estrangeiro que escolheu o modelo Francês para equipar a sua força aérea no âmbito do programa local MMRCA (Medium Multi-Role Combat Aircraft). Aguarda-se ainda pela assinatura de um contrato que deverá incluir 126 unidades iniciais.

Das 286 unidades inicialmente previstas das quais 228 para a Força Aérea Francesa e 58 para a Marinha Francesa, apenas foram contratadas 180 aeronaves em 4 lotes separados. A força aérea recebe 69 unidades da versão monoposto Rafale C e 63 do Rafale B biposto, enquanto a marinha  recebe 48 caças na configuração Rafale M. Presentemente, o Rafale equipa 6 esquadrões da força aérea e as flotilhas 11F e 12F da marinha. O Esquadrão ECE 5/330 "Côte d'Argent" opera também alguns Rafale no Centro de Avaliações Aéreas Militares CEAM (Centre d'Expérimentations Aériennes Militaire) sedeado na Base Aérea Nº118 em Mont-de-Marsan. Até Junho de 2013, tinham sido entregues 38 Rafale B, 42 Rafale C e 38 Rafale M.  No âmbito do projeto de Lei de Programação Militar (LPM) recentemente apresentado pelo Ministério da Defesa Francês e que vigorará entre 2014 e 2019, serão recebidos 26 caças.

O 4º lote na configuração F3+ ou F3-04T incorpora diversos melhoramentos incluindo o radar RBE2 do tipo Active Electronically Scanned Array (AESA), o sistema optrónico OSF-IT e o sistema de alerta de mísseis DDM-NG. A DGA, a Força Aérea Francesa, a Dassault Aviation e os seus parceiros preparam já o futuro Rafale que por Rafale F3R que incorporará entre outras a capacidade de empregar o sistema de designação PDL NG (Pod de Désignation Laser de Nouvelle Génération) em desenvolvimento pela Thales, o míssil ar-ar Meteor e bombas de emprego geral equipadas com o dispositivo de precisão por navegação inercial/posicionamento por satélite e laser SBU-54 HAMMER (Highly Agile Modular Munition Extended Range) da família AASM (Armement Air-Sol Modulaire), melhoramentos no radar, no sistema de guerra eletrónica SPECTRA (Système de Protection et d'Évitement des Conduites de Tir du Rafale), na interface homem-máquina e na fusão de dados, um novo sistema de enlace de dados táticos e a integração da capacidade de comunicação por satélite. O Rafale foi desenvolvido para empregar uma importante variedade de armamento compreendendo o míssil com carga nuclear ASMPA (Air Sol Moyenne Portée Amélioré), mísseis ar-ar MICA IR e EM (Missile d'Interception et de Combat Aérien) e Meteor, o míssil anti-navio Exocet AM 39 Block 2 Mod 2, o míssil de cruzeiro SCALP EG (Système de Croisière Autonome à Longue Portée - Emploi Général) e bombas de emprego geral equipada com dispositivos de guiamento de precisão das famílias AASM (Armement Air-Sol Modulaire) e GBU (Guided Bomb Unit). A aeronave incorpora de série uma peça de 30 mm Nexter Systems 30M 791. (Victor M.S. Barreira)

Fotografia : A França aposta na exportação do seu caça Rafale (Victor M.S. Barreira).


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