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Fortes boatos no Uruguai acerca da iminente compra governamental de radares costeiros ELTA ELM 2226 ainda sem acordo com a Marinha

Nas últimas horas da 5ª feira montevideana aumentaram os boatos originados em fontes geralmente muito bem informadas, acerca de que o governo uruguaio, sem aguardar o parecer técnico da Marinha, e, liderando um processo mais do que confuso (sem ter sido convocada nem uma compulsa segilosa de preços, nem licitar, mas, somente mantendo contatos informais com fornecedores) poderia ter optado por adquirir um sistema de vigilância costeira baseado no uso de unidades ELTA ELM 2226, entregues sem instalar ou cualquer obra civil a este respeito.

Nos últimos días, a Armada tería urgido ao Ministério da Defesa a agir de forma ordeira e sistematizar as ofertas técnicas, solicitando avaliar e cotar com um similar critério técnico, aspecto, que, mesmo com esforços do Esmade nesse sentido, ainda está longe de ser alcançado.

Entre as empresas que contataram ao governo uruguaio em diversos níveis, se destacam Thales (oferecendo o sistema Coast Watcher), Signalis, Indra, Cassidian, CETC, Gem e Selex. Nas últimas semanas, teria se aproximado a Kelvin Hughes, ofertando uma mistura de radares de magnetron modernos- dos quais possui um grande stock de novos e retrofitados – com outros de Estado Sólido, estes para o setor propriamente marítimo da cobertura, a preços curiosamente baratos. Posteriormente teria chegado outra porposta da integradora Vitrociset. Até o momento continuam sem se apresentar reconhecidas firmas como Raytheon ou Elbit( com o SELEC ICSS, por exemplo).

Embora a Elta, que acaba de vender um radar antiaéreo ELM 2106NG 3D ao Grupo de Artilharia Antiaérea do Exército, suplantando a um dos dois anteriores 2106 2D (também a Força Aérea olha com grande respeito os Elta ELM 2032 integrados a alguns dos F-5 modernizados que está avaliando) , mantém uma excelente imagem no Uruguai, assim como a indústria bélica israelense em geral, tanto o preço dos radares (uma quantidade de entre 10 e 12 , junto a um Centro de Comando e Controle- excluindo sempre a obra civil- oscilando entre os 12 e 15 milhões, sendo usualmente difícil obte-los frente  ao Ministério da Economia), como as preocupações ambientais sobre o modelo ,são elementos muito controversos.

Se as negociações culminaram na aquisição, os contratos poderão ser assinados ainda este mês, no entanto, certamente seriam observados pelo Tribunal de Contas, como muitas das compras dos Ministérios da Defesa e do Interior, especialmente nos últimos cinco anos, feitas geralmente mediante o mecanismo de sigilo ou confidencialidade, usado, de acordo com diversos técnicos, com uma freqüência impressionante. (Javier Bonilla)


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