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O Iraque poderia voltar a ser o grande cliente da indústria militar brasileira como já foi nos anos 80

O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim Al-Jaafari, foi recebido nesta última  terça-feira , em audiência, em Brasília, pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner. O principal motivo da visita do chanceler foi solicitar o apoio brasileiro nos esforços militares do governo iraquiano de estabilização do país, especialmente diante das ameaças representadas por grupos extremistas, dentre os quais o chamado estado islâmico.

Na ocasião, Al-Jaafari reforçou a importância de estreitarem os laços entre os dois países, buscar maior aproximação na área de defesa, além de uma possível cooperação brasileira na área militar. “A guerra contra o terrorismo não é uma guerra convencional. Buscamos os países amigos e democráticos para defender aqueles que estão sofrendo com esse fenômeno”, disse o chanceler iraquiano.

O ministro das Relações Exteriores do Iraque também demonstrou interesse em retomar as aquisições dos produtos de defesa brasileiros, visto que, na década de 80, o país foi um grande parceiro comercial do Brasil, que colocou nesse mercado munição, numerosos sistemas de artilharia Avibras Astros de saturação, aviões Tucano e centenas de blindados Engesa EE-11 Urutu e EE-9 Cascavel, do qual foi o seu principal cliente, utilizando-os na guerra com o Irã, na Operação Tempestade no Deserto no Kuwait (embora, neste conflito como artilharia fixa, enterrados na areia para evitar ser um alvo fácil), disponde de 35 ainda em uso, os que são um verdadeiro  marco na história do  comércio exterior de produtos militares da América do Sul.

Em 2014, o Ministério da Defesa autorizou exportações de produtos de defesa no valor de aproximadamente US$ 600 milhões, quantia considerada bastante inferior à potencialidade industrial brasileira A expectativa é que cerca de 40 mil novos postos de trabalho deverão ser criados no setor brasileiro até 2020, estimulando estas atividades.
(Javier Bonilla)


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