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Preocupação por cortes no orçamento de defesa uruguaio

Os cortes anunciados nos últimos dias ao orçamento de defesa do Uruguai, negociados no presente prestação de contas perante o Parlamento. Se contrapuserem ao anuncio de novos recursos para a Universidade da República- única no mundo sem exigências de vestibular, nem de certo currículo de excelência para ingresso-que tinha requerido, pelo menos 11 milhões de dólares adicionais.


Os cortes geram preocupação, no setor militar, por afetar os programas em curso. A mudança do montante solicitado aos legisladores influência negativamente algumas aspirações tecnológicas ou retarda outras, em todas as forças.

As primeiras expressões públicas de preocupação foram feitas pelo Comandante-em-Chefe da FAU, General do Ar Washington Martinez, face programas a serem desenvolvidos nos próximos meses, quando a sua organização solicitou, além de novos aviões de combate, helicópteros Bell 212/UH1-N.

A Marinha está em processo de análise de navios OPV e radares costeiros- com simpatias ministeriais pelos Elta 226, mas também participando empresas prestigiosas como Signais, Gem ou Thales- e a Aviação Naval requer de helicópteros médios urgente para SAR, enquanto o Exército havia suspendido as negociações para uma ligeira modernização dos OT-64 e adiou sua aspiração de adquirir radares de fronteira, por exemplo.

No âmbito SAR, tanto na Marinha quanto na FAU as necessidades são urgentes, devido ao aumento do tráfego de navios na região e a busca constante e prospecção de hidrocarbonetos, já existindo deficiências atuais nessas áreas, seja na superfície ou no ar.

Neste contexto, as aparentes necessidades universitárias não se devem a novas pesquisas ou incorporação de alta tecnologia, mas aos problemas administrativos que não impedem gastos volumosos em questões não educacionais, aumentando o grau de politização da casa de estudo e a indiscriminada admissão de estudantes, sem os correspondentes filtros acadêmicos.

As Forças Armadas mantêm com seus próprios recursos ou de empresas privadas e até institutos espanhóis, alguns programas de pesquisa da Antártida. Anos atrás, foi  o Exército que  deu o pontapé inicial para pesquisas sobre dispositivos purificadores de água, uma tecnologia que agora o Uruguai exporta. (Javier Bonilla)


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