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A FAB escolhe o SAAB Gripen num contrato que beira os 4.500 milhões de dólares

(defensa.com) Depois de nada menos que 15 anos de polêmica e prolongada competição, o Brasil finalmente anunciou- oficialmente- a eleição de Saab Gripen NG para equipar a FAB com 36 unidades iniciais. O valor da transação, beira um aproximado de 4.500 milhões de dólares (o que implica um abatimento de preços no acordo final com o grupo sueco) bem abaixo do máximo estimado de 7.000 milhões como topo provável do concurso. Depois de quase 15 anos de idas e vindas, lobbies pressões e outras ervas, como a recente gestão de François Hollande Rafale in extremis, ou a fala altamente questionada de Lula em 2009 anunciando a sua escolha indevidamente, o tema parece dilucidado. O Gripen fora originalmente recomendado pela própria COPAC (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate FAB) e foi examinado pessoalmente pelo Comandante-em-chefe da FAB, em Praga, na República Checa, quando avaliada a possível chegada de exemplares C / D, tentando suplantar o Mirage 2000.

O governo brasileiro, após a visita do senador John Mc Cain e do próprio Barack Obama, instalada a Boeing numa sede paulista ,assinando a mesma termos de compromisso com a Embraer, AEL e algumas fornecedoras siderúrgicas de alta tecnologia, além de se integrar ao projeto F-18, algumas delas envolvidas a programas em matéria de aviónica para o F-15S, ou, à venda do Embraer KC- 390 na América do Norte ,tinha inclinado a balança a favor do Súper Hornet (inclusive, sendo liberada parte da tal transferência tecnológica para o Brasil). No entanto, o recente escândalo de espionagem – divulgado até o cansaço pelos meios jornalísticos locais, resultando num brusco adiamento de uma visita presidencial da Rousseff aos EEUU, acabaram com as suas chances, sendo este tema o principal argumento na sua contra.

A escolha do Gripen- contraposta à possível alternativa pelo Rafale ou tentativas russas para revitalizar as ofertas pelo SU-35 – diplomaticamente será bastante aceitável para os EEUU. O novo Gripen NG utilizará o mesmo motor GE F-414G que aparelha ao F-18E/F.

Com 4 tanques externos o JAS 39NG terá um alcance de 4070 km. E 10 pontos de anclagem de armas, numa fuselagem mais larga que a original ,e um trem de pouso mais alto e distante que o anterior.

A partir das possibilidades do radar AESA de 120 km. de alcance, o seu leque de alternativas bélicas oscila – além do canhão Mauser BK 27, entre diversos mísseis ar-terra ou antinavío AGM-65 Maverick, RBS-15F antinavio, Brimstone, TAURUS KEPD, EADS / DWS 39 Bofors RBS-15F ., e ar-ar MBDA MICA, AIM-120 AMRAAM, MBDA Meteor, R-Darter (produzido localmente pela Mectron como o A DARTER) DERBY, Sidewinder, IRIS-T, Python 4/5, AIM-9X Sidewinder AIM-132 ASRAAM, além de não guiados, bombas MK-80 ou , as guiadas Lizard II e III, GBU 39 / B JDAM / ER JDAM, AGM-154 JSOW, tempero, e Paveway I, II, III, e IV, além de lançadores de foguetes M 70 de 135 mm, antitanque ou anti navios ,segundo utilizados . A aeronave também conta com um conjunto de contramedidas e guerra eletrônica, bem como um IRST de busca infravermelho passivo.

Primeiras entregas
As primeiras unidades serão entregues em 2019 em lotes de 12 exemplares, depois de um período de 10 meses para discutir os detalhes do contrato para ser assinado nos próximos meses, e um lapso de quatro anos para receber o primeiro Gripen-com a Embraer como o subcontratado principal para uma futura montagem local (em um grupo local que integra AEL, Akaer, ARES , MECTRON, etc.), e também a Saab ofereceria à FAB também usar para a transição algumas aeronaves Gripen antigas no GDA de Anápolis iminente mente desprogramando os seus Mirage 2000, e deixando esta atividade a ser realizada pela F-5M.

Brasil, que no dias atrás fez a sua escolha por MANPADS da sueca Bofors SHORAD, e utiliza outros sistemas Bofors navais ou anti-aéreos, também é um usuário do radar Ericsson ERIEYE PS-890 em seu Embraer R-99 (também presente no SAAB 340 AE & W) e continua estudando a possibilidade de incorporar barcos do rio sueco Volvo CB-90 lutador para a região amazônica, proporcionando outros dispositivos nórdicos como a AT-4 lançador de foguetes ou os canhões sem recuo Carl Gustav, mísseis anti-tanque BILLRB 56, Volvo ou Scania em vários forças e até mesmo um radar transportador blindado Hagglunds Bandvagn 206 (com os Fuzileiros Navais). Na área aero comercial , uma companhia aérea brasileira ,VASP, nos anos "50, foi o único operador no mundo a importar o bimotor Saab Scandia.

Durante o último meio século, Suécia tem investido no Brasil grande parte da sua capacidade industrial. Marcas como Scania, Volvo e SKF tem aqui sua base latino-americana.A própria Saab, na cidade paulista de S. Bernardo Paulista gerencia centro de inovação, entre outras iniciativas, de quem prometeu o melhor mecanismo de compensação industrial, se o Gripen NG fosse eleito, além da vontade declarada por muitas empresas suecas para participar do Sistema de Monitoramento integrado das fronteiras (SISFRON) do Exército Brasileiro . (Javier Bonilla)


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