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Embarcações DGS 600 da Marinha do Brasil suplantam as operações com helicóptero na inóspita ilha Trindade e na Antártica

(defensa.com) Embarcações modelo DGS XH 600 FH, produzidas pelo estaleiro carioca DGS Defence e fornecidas este ano à Marinha, já estão em operação na fronteira leste do País, em apoio a importantes pesquisas científicas, e no Polo Sul, em serviços de logística para a base brasileira de Comandante Ferraz, na Antártida. Esses barcos seguem o conceito inovador das ETRH (Embarcação Tubular Rígida Híbrida), criado e patenteado pela DGS Defence. Fabricadas em copolímero de engenharia de ultra-alto peso molecular, para resistir a situações adversas, como troncos e pedras, as ETRHs não afundam, não pegam fogo, tem longa vida útil e baixo custo de manutenção.

Duas DGS XH 600 FH foram utilizadas pela tripulação do navio hidroceanográfico Cruzeiro do Sul em sua 26ª viagem ao Arquipélago Trindade e Martin Vaz, no período de 17 de julho a 1º de agosto. Situada a 1.025 km da costa do Estado do Espírito Santo, Trindade é considerado o local habitado mais remoto do País. Durante a Expedição Científica Protrindade V foram realizados 10 projetos científicos, que envolveram 25 pesquisadores de várias universidades do País. A viagem é parte do projeto Laboratório Nacional Embarcado, cooperação entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e a Marinha do Brasil para ampliar o conhecimento da Amazônia Azul.

A Marinha, agora, utiliza as embarcações da DGS para envio de materiais e passageiros à região. Essas operações aperfeiçoaram e reduziram os custos de logística na Ilha de Trindade, antes abastecida por helicópteros. Outra embarcação do mesmo modelo está na Antártida, dando apoio logístico à reconstrução de Comandante Ferraz. “Os barcos da DGS que estamos usando na região de Trindade atendem perfeitamente as nossas expectativas. Também na Antártida o rendimento das DGS tem sido bom. Mesmo enfrentando o gelo, essas embarcações respondem bem”, afirma o capitão-de-fragata Rodrigo Otoch Chaves, gerente do Programa de Pesquisas Científicas na Ilha de Trindade, da Secretaria da Comissão Interministerial para Recursos do Mar.

As DGS XH 600 FH entregues à Marinha medem 6 metros de comprimento por 2,4 metros de largura. Sua propulsão é feita por motor de popa, com potência de 90HP, podendo chegar a 150HP. A embarcação tem capacidade para transportar tripulação de até oito pessoas e suporta até 2.000kg de carga.

DGS desenvolveu e detém a patente das embarcações tubulares rígidas híbridas (Extreme Hull - XH). Todas as embarcações DGS tem alta resistência operacional – são insubmergíveis e não pegam fogo –, longo ciclo de vida e custo de manutenção extremamente baixo. Também é o único estaleiro brasileiro que produz um modelo de lancha de interceptação e patrulha blindada e com desenho antirradar, a DGS 888 utilizadas pela Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro, o Departamento de Polícia Federal, o Grupo Especial de Fronteiras (GEFROM) de Mato Grosso, Odebrecht, etc.
(Javier Bonilla)


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