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AEL inaugura seu Centro de Desenvolvimento de Equipamentos Espaciais, apresentando o seu primeiro microssatélite

O MMM1, o primeiro microsatélite brasileiro projetado para aplicações militares, foi apresentado pela primeira vez ao público durante a Amostra de Equipamento Aeroespacial, realizada por ocasião da inauguração do Centro de Desenvolvimento e Industrialização de equipamentos para a indústria aeroespacial Sistemas AEL. A expectativa é de que o MMM-1 esteja listo para lançamento em dezembro de 2015. O MMM-1 (Microssatélite Multimissão Militar), com uma massa inferior a 10 kg, com um investimento inicial no desenvolvimento de 20 milhões de dólares e um custo unitário subseqüente menor de 300.000 dólares- aparentemente- pode ser usado para a comunicação e vigilância (sensoriamento remoto), entre outras missões possíveis.

O novo centro de desenvolvimento tecnológico da AEL fortalece o surgimento do "Polo Espacial Gaúcho", uma parceria entre o governo do Rio Grande do Sul, universidades e empresas locais.
AEL e seus parceiros neste projeto estão empenhados em obter alguns dos 16 contratos de satélite para fins de defesa, aplicações de monitoramento de segurança ou ambientais que o Brasil pretende encomendar até 2020. Estes são sistemas que pesam menos de 20 quilos e permanecem orbitando a uma altitude de entre 500 e 1.500 quilômetros (o primeiro a 700), muito possivelmente possam ter mecanismos de controle orbital em versões futuras. O Centro de Desenvolvimento e Industrialização de Equipamentos Aeroespaciais, em Porto Alegre. São mais de 7 mil metros quadrados de área, onde serão fabricados e desenvolvidos equipamentos de alta tecnologia. O público conheceu o projeto do primeiro microssatélite brasileiro para aplicações militares. É o M M M 1. , 100% nacional, e 80% "gaúcho" (riograndense). Seu lançamento no espaço acontecerá ao final de 2015. O diretor de tecnologia da AEL, Marcos Arend, destacou que a empresa fará uma parceria estratégia e inovadora com o Estado e várias instituições de ensino. "A empresa propõe um segmento de alta tecnologia por conta da demanda do País em termos de segurança nacional", acrescentou.

O vice-presidente da AEL, Vitor Neves, ressaltou que a inauguração da unidade representa o estabelecimento de um Centro de Referência de Alta Tecnologia para o Brasil, fortalecendo a mão de obra brasileira, em especial do Polo Espacial Gaúcho. “Teremos capacidade de produzir aviônicos e desenvolver sistemas de defesa localmente inéditos , caso dos sistemas de guerra eletrônica, veículos aéreos não-tripulados, tecnologia eletro-óptica, além de sistemas de guiagem de armamento e sistemas espaciais”, ressalta Neves.

Pesando menos de 10 kg e com 30 cm de altura, o microssatélite poderá ser usado para fins de comunicação e monitoramento (sensoriamento remoto), entre outras missões. Como o Brasil hoje não produz satélites depende de outros países para suprir a demanda nacional por esse tipo de tecnologia.

Por ser menor e mais leve, o equipamento é também mais barato, permitindo que o Brasil incorpore essa tecnologia em maior escala industrial.
O presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Ivan De Pellegrin, destacou as oportunidades que irão surgir a partir da criação do Polo Espacial Gaúcho. “As mudanças ocorridas na estratégia nacional de defesa e os expressivos recursos disponíveis criam oportunidades de desenvolvimento para o Rio Grande do Sul”, ressaltou.

A iniciativa materializa uma das principais conquistas da companhia: desenvolver a indústria aeroespacial e de defesa no país e na região sul especialmente. O novo centro irá fortalecer ainda o desenvolvimento tecnológico estadual, em particular, o projeto do Polo Espacial Gaúcho, fruto de parceria com o governo do Rio Grande do Sul, universidades, institutos e empresas locais (Javier Bonilla, enviado especial).


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